Dicas

 

Aprendendo a brincar

O recém-nascido, logo após o parto, já entra em contato com inúmeros estímulos: luzes, cores, movimentos e sons que vão fazer parte da sua nova vida. Aos poucos novas informações serão percebidas pela criança e a sua exploração e compreensão do mundo rapidamente se desenvolvem.

Os brinquedos têm fundamental importância no processo de desenvolvimento do bebê, sendo através deles que a criança é estimulada, e mais depressa aprimora seu sistema motor, neurológico e a linguagem.

A forma mais concreta de captar e interagir com o mundo são através dos objetos que lhe são apresentados. Sons, cores, texturas formas e tamanhos serão a base da exploração do mundo que o cerca.

Os brinquedos devem ser apropriados para cada idade, seguros e de fácil manipulação para aquela faixa etária. Geralmente na caixa do produto a idade apropriada está indicada.

Brincar junto com a criança é muito importante, para que ela possa dividir e compreender suas novas descobertas. Estar ao lado torna a brincadeira mais completa e divertida.

Os brinquedos têm muitas outras funções: Ensina a criança a assimilar conceitos, respeitar regras e limites, diferenciar o imaginário do real além de promover a socialização.

Os pais não devem esquecer que o brinquedo, apesar de ser uma preparação para o mundo, não poderá nunca ser substituído pela atenção e o carinho daqueles que o cercam.

Abaixo segue uma sugestão de brinquedos e brincadeiras mais indicados para cada faixa etária:

  • 0 a 3 meses: Móbiles e chocalhos - estimulam a audição, visão e ensinam o bebê a acompanhar movimentos e localizar a origem dos sons.

  • 3 a 6 meses: Adora espelhos, argolas, e mordedores. Os brinquedos devem ser grandes, de contornos arredondados, laváveis e que não soltem pedaços, pois a criança está em plena fase oral e tudo o que está às mãos é levado à boca.

  • 6 a 9 meses: Gosta de brincar de esconder, e de permanecer sentada. A hora do banho é um excelente momento de manusear brinquedos. Mordedores na fase da dentição e passeios são benvindos.

  • 9 a 12 meses: Bola, carrinho de empurrar, música, TV, bonecas, livros plásticos, folhear revistas, blocos de empilhar, telefone ou mesmo caixas vazias são os preferidos desta idade.

  • 12 a 18 meses: A criança se interessa mais por estórias e todos os brinquedos que imitam objetos de verdade (telefone, fogão, casinha, vassoura, cozinhas e outros).

  • 18 a 24 meses: A coordenação motora vai melhorando, e os brinquedos podem ir se tornando mais elaborados, com buracos e encaixes mais complexos, além de pintar, “escrever” e imitar as atitudes dos pais: dirigir, maquiar, cozinhar e varrer.

  • 24 a 36 meses: Bonecas que falam, bolsinhas e malinhas, livros de verdade, música e TV, desenhos, quebra cabeça e brincadeiras como pega-pega, estátua, amarelinha e pular corda.

Brincar continua sendo a melhor forma de aprender e descobrir o mundo, só precisamos dar apoio e participar desta grande brincadeira que é a vida de uma criança.

Dr. Renato de Ávila Kfouri
Médico Pediatra
e-mail: renatokfouri@clinicaprovaccina.com.br


Anemias na infância

A anemia é definida como uma diminuição anormal da quantidade de glóbulos vermelhos (hemácias) circulantes no organismo de uma criança.
Os glóbulos vermelhos tem como função principal o transporte de oxigênio dos pulmões para todas as células do organismo, promovendo na criança um crescimento adequado, um desenvolvimento motor apropriado e proteção contra infecções virais e bacterianas além de outras funções menores.

As crianças com anemia apresentam-se pálidas, descoradas, abatidas, com dificuldade de crescimento, desanimadas, muitas vezes vivem doentes, com infecções e geralmente com deficiência escolar e no aprendizado.

A suspeita diagnóstica de anemia deve ser confirmada através da dosagem das hemácias num exame simples de sangue: o Hemograma. A análise revela a intensidade da anemia bem como fornece alguns dados para que se possa diagnosticar o tipo específico dela.

Quanto mais acentuada é a anemia mais importantes são os seus sintomas, e mais fácil será reconhecê-la. O médico pediatra da criança deverá estar atento aos primeiros sinais da doença e evitar que a mesma progrida.

Existem vários tipos de anemia e o médico deverá conhecê-los para orientar um adequado tratamento:

  • Anemia por deficiência de Ferro: A mais comum delas na infância, é caracterizada por ingestão deficiente deste mineral que é parte integrante dos glóbulos vermelhos. A prevenção deste tipo de anemia se faz através de uma alimentação apropriada que se inicia com o Aleitamento Materno Exclusivo nos primeiros meses de vida. A dieta da criança deverá então, ser rica em alimentos que contenham ferro, especialmente as carnes vermelhas, gema do ovo, verduras escuras, e em menor grau o feijão e a beterraba, que devem ser ingeridos diariamente.

  • Anemias Carenciais: Além do ferro, outras vitaminas se não ingeridas em quantidades mínimas podem também levar a quadros de anemia como é o caso da Vitamina B12 e o Ácido Fólico.

  • Anemias Hereditárias: Existem anemis que estão relacionada a problemas genéticos familiares como é o caso da Anemia Falciforme, a Talassemia, a Esferocitose e outras.

  • Anemias por Perdas: São causadas por sangramentos e podem ser agudas, nos casos de hemorragias, ou crônicas, quando a perda sanguínea é lenta e contínua.

As crianças de risco para desenvolverem anemia são as prematuras, as alimentadas com leite artificial, as crianças com pouca ingesta de ferro e aquelas que não são submetidas a avaliação pediátrica rotineira.

Atualmete muitos alimentos, especialmente os lácteos, são enriquecidos com ferro, o que colabora para a diminuição da incidência de anemia, porém o acesso a eles ainda é restrito a uma pequena parte da população.

A anemia em nosso meio continua sendo um grande problema de saúde pública pois muitas vezes está associada a falta de poder aquisitivo da população, a verminoses concomitantes e falta de saneamento básico. É preciso estar atento e reconhecer precocemente o problema para evitar que consequências maiores aconteçam com o futuro da criança.

Dr. Renato de Ávila Kfouri
Médico Pediatra
e-mail: renatokfouri@clinicaprovaccina.com.br


A Babá Ideal

Nem sempre o relacionamento entre mãe e empregada ou babá é harmonioso e muitas vezes que mais sofre com isso é a própria criança.

 As mães que trabalham e necessitam de alguém que olhe e cuide de seus filhos precisam estar atentas em relação a alguns aspectos para que além da segurança, algo mais seja proporcionado a eles.

A escolha de uma nova empregada é sempre difícil e representa ensinar todo o serviço, além de facilitar o entrosamento dela com o restante da família. Uma missão que não é fácil e requer tempo e principalmente paciência.

 O perfil da pessoa é fundamental. Ela precisa gostar de estar com crianças. Com disposição e tempo, o serviço da casa: cozinhar, passar, lavar, pode ser ensinado, mas traços de personalidade e temperamento dificilmente são modificados.

É preciso determinar desde cedo quais são as funções da pessoa,  e evitar o acúmulo delas para que “sobre” tempo para brincar  e estimular a  criança.

Os antecedentes, referências e os empregos anteriores também são importantes e as perguntas devem ser feitas no primeiro contato como: nome, endereço, telefone, se é casada, tem filhos, idade, etc.

Uma vez feita a escolha, o passo seguinte é listar todas as tarefas, de forma bem detalhada e, se possível, estabelecer dia e hora para serem executadas. A criança deve ser sempre a prioridade número um.

O relacionamento dos pequenos com a nova empregada nem sempre é fácil e cabe aos pais o incentivo e a facilitação do entrosamento.

A criança é o melhor termômetro para avaliar a quantas anda o relacionamento com a babá, e a mãe tem que utilizar a sua intuição para decifrar os “recados” que muitas vezes as crianças dão através de diferentes comportamentos.

DICAS:

  • Não deixe a criança muito tempo sozinha com a babá no começo. Comece se ausentando por pequenos períodos.
     

  • Não tenha a expectativa de que tudo vai se resolver da noite para o dia. Às vezes a adaptação pode levar algum tempo.
     

  • Nunca deixe nada para depois: esclareça todas as dúvidas e faça as recomendações necessárias.
     

  • Não chame a atenção da empregada na frente de seu filho para que ele não perca o respeito por ela.
     

  • Observe o comportamento de seu filho e se ele se alegra com a presença dela. Alterações de sono e humor podem ser sinal de que algo não vai bem.
     

  • Caso esteja descontente, não vacile. É melhor começar tudo de novo do que colocar em risco a segurança e a felicidade da família.

Dr. Renato de Ávila Kfouri
Médico Pediatra
e-mail: renatokfouri@clinicaprovaccina.com.br


A Criança e o Terceiro Milênio

Até algumas décadas atrás, a relação entre pais e filhos era completamente diferente dos dias de hoje. Não é a toa que muitos avós hoje se espantam ao verem como seus netos “enfrentam” seus pais e como são mais espertas em comparação com as crianças da sua época.

Naquele tempo era falta de respeito falar com os pais encarando com o olhar, a criança devia falar com os olhos voltados para baixo; não podia falar à mesa de refeição, quando aliás era a última a ser servida. Tinha horário para tudo, roupas próprias para cada ocasião e uma disciplina rígida a ser seguida. As obrigações eram fundamentais, e ai de quem ousasse questioná-las.

Os tempos mudaram: Passaram-se os Beatles, a geração Paz e Amor de Woodstock, a Guerra do Vietnã e veio a informática fazer parte do nosso dia a dia.

Hoje, nossas crianças são mais participativas, entrosadas, ouvidas e respeitadas no ambiente familiar e escolar. Isso sem dúvida é um grande avanço, principalmente na área de aquisição de novos conhecimentos e da saúde física e mental.

O que nos faz parar e refletir é que provavelmente nossas crianças agora passarão a ter úlceras, stress, ofertas de trabalho reduzidas, mundo muito mais competitivo e globalizado e empregos só nas grandes corporações resultantes das grandes fusões.

Com a expectativa de vida crescendo e a qualidade de nossos relacionamentos humanos diminuindo, (o homem cada vez mais falando e se comunicando através de máquinas), os pais e educadores devem estar atentos para suprir as carências afetivas e tentar ao máximo sempre transmitir às suas crianças, os valores da riqueza interior, da ética e da espiritualidade.

Cabe a nós, pais e educadores, tentar dar uma direção ao grande vazio e a pobreza espiritual que aguarda o novo milênio, onde o Material tentará sempre se sobrepor ao Espiritual.

Dr. Renato de Ávila Kfouri
Médico Pediatra
e-mail: renatokfouri@clinicaprovaccina.com.br


A Difícil Tarefa de ser Pai

Com o nascimento de um filho nasce também a figura de um pai, que se não é o centro das atrações como a mãe e o bebê, tem fundamental importância na formação da personalidade e na educação do filho.

No início o homem custa a perceber o seu papel de pai e funciona como um contínuo, que busca a pizza, ferve a chupeta, recebe as visitas e outras funções burocráticas.

Com o passar do tempo o pai descobre o seu verdadeiro papel de educador e formador. É preciso participar de uma forma mais atuante possível na vida dos filhos, nas diferentes fases de desenvolvimento.

O Pai não deve ser um mero espectador, deve aprender a lidar com as coisas da criança ao seu modo, com o choro, a troca de fraldas e não recorrer à mãe ao primeiro obstáculo, criando assim o seu próprio estilo que a criança logo reconhecerá.

Muitas tarefas podem ser executadas pelo Pai, como dar banho, alimentar, trocar fraldas, passear e contar histórias, que desde cedo servirá de conforto e contato entre Pai e Filho.

É preciso que os Pais respeitem o momento de fragilidade da mulher: talvez ela não se interesse por sexo logo após o nascimento; carinho nessa fase é fundamental pois é do que ela mais necessita.

Ir às consultas do Pediatra é também uma forma de estar presente e de colaborar para um desenvolvimento saudável da criança. Procurar transmitir com atitudes e não só palavras valores que considera importantes como a segurança, amor, proteção e confiança.

A hora de brincar é uma excelente oportunidade de estar com o seu filho, é o momento de ouvir músicas, contar histórias, conversar sobre o seu dia e de criar jogos, sentar ao computador com ele, chutar bola ou mesmo um simples passeio caminhando até a sorveteria da esquina. Quanto mais simples forem os programas mais perto dos filhos estarão os pais.

A hora da alimentação é também um momento em que se pode participar do dia a dia da criança. Alimentar o bebê ou sentar à mesa com o filho é um momento de grande intimidade, aproveite para falar com ele sobre a escola, seus brinquedos, o seu dia e fazer planos para o fim de semana ou as férias.

Durante o dia, enquanto trabalha, procure dar alguns telefonemas para o seu filho, ao ouvir a sua voz ele estará lembrando que você se preocupa com ele.

Quanto mais a criança cresce a relação entre Pai e filho se torna mais madura e a base de amor e carinho construída nos primeiros anos de vida será o alicerce da vida futura da criança.

Dr. Renato de Ávila Kfouri
Médico Pediatra
e-mail: renatokfouri@clinicaprovaccina.com.br


Dor de Barriga na Criança

Uma das queixas mais comuns nos consultórios pediátricos é a dor abdominal, muitas vezes vaga, imprecisa e sem uma boa caracterização por parte da criança.

Na maior parte das vezes a queixa não está relacionada com problemas graves. Pode simplesmente ser uma vontade de fazer cocô ou xixi, ou até fome, que a criança não consegue distinguir a causa de seu desconforto.

As causas emocionais não devem nunca ser esquecidas, pois muitas vezes as crianças "usam" a dor de barriga para exibir a sua fragilidade e obter a atenção desejada. Carinho, mimo e beijinhos da mamãe rapidamente fazem cessar a dor.

As causa orgânicas para a dor abdominal podem ser inúmeras, mas três merecem especial atenção: verminoses, erros dietéticos e prisão de ventre.

As verminoses são muito frequentes em nosso meio e geralmente se manifestam com dor abdominal, perda de apetite, cansaço e alterações do hábito intestinal.

Entre os vermes mais comuns, a lombriga e a giárdia são os principais envolvidos. Exames e medicação apropriados resolvem a questão.

A alimentação de nossas crianças nos dias de hoje é um convite ao desenvolvimento de doenças como a gastrite e úlcera, já que elas ingerem com frequência refrigerantes, sanduíches, corantes, doces e demais "bobagens" que muitas vezes são responsáveis pela dor de barriga.

O intestino preso resulta em cólicas e dor abdominal em qualquer idade, e se manifesta na criança de intensidade variada. Na raíz deste problema está uma dieta pobre em fibras (frutas e verduras), que necessita ser ajustada para que a dor desapareça.

Outras causas mais raras de dor abdominal em crianças envolvem problemas renais, de vesícula, cálculos, apendicites, colites e uma série de outras doenças que só seu pediatra poderá esclarecer.

Os pais não devem se esquecer que a alimentação saudável e bons hábitos de higiene são a melhor forma de prevenir a dor de barriga em seus filhos, e que eles devem estar atentos a situações emocionais que possam interferir.

Consulte sempre seu pediatra e lembre-se: AUTOMEDICAÇÃO JAMAIS!

Dr. Renato de Ávila Kfouri
Médico Pediatra
e-mail: renatokfouri@clinicaprovaccina.com.br